segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O primeiro dos registos!!

Sentadinha numa esplanada, em pleno modo domingueiro, observei o seguinte cenário:

- Pai e filho chegam de bicicleta, equipados a rigor, enquanto que uma senhora (mulher/mãe?) os aguarda, junto do passeio. 
A criança deixa a bicicleta e começa a caminhar, daí a começar a vomitar, decorreram escassos segundos. 
Caminharam mais algum tempo, e sentaram-se na esplanada do café, onde me encontrava. 
Estavam os três sentados (entretanto, juntou-se o pai), a conversar (a criança por vezes tossia, forte e feio), quando às tantas, ouço esta frase, que me há-de acompanhar, até me esquecer dela!! "Homem que é homem, vem e volta"
Ui!! Isto foi impressão! De certeza que a criatura que está na mesa ao lado, não disse tamanha aberração à criança que lá está sentada!!
 De certeza que delirei!!
Mas, por via das dúvidas, endireitei as costas e ouvido direito!!
Já agora, havia que esclarecer a dúvida!
E a criatura mais não fez, que esclarecer-me todas as dúvidas que até então pairavam no meu interior, quanto à efectiva audição, ou não, daquela frase, no mínimo, erudita!!!
 Por mais duas vezes, a criatura em apreço, repetiu o que certamente é um mandamento masculino, (daí o meu profundo desconhecimento) a uma criança, que até o mais ignorante dos seres, percebia se encontrava combalida, mas que mesmo assim, não se deixou levar! E com as forças que tinha, respondeu: "E quem disse que não vou? Se vim, vou!"
Pois muito bem, aqui fica o ensinamento que retirei de tamanha sabedoria: Esvaído em sangue, em vómito ou até em estupidez, "homem que é homem, vem e volta". 
Muito bem! 
E perante isto, eu acrescento: Um homem destes na minha vida, também ouviria algo semelhante: Vai e não voltes!!

Marisa Fernandes 

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