domingo, 9 de novembro de 2014

Aquela que é e será sempre a nossa terra!!

Gentes e terras, terras e gentes...
Por mais que por elas passemos, e por mais gente que conheçamos, uma coisa é certa: A nossa terra é, e será sempre, a nossa! A especial, a número um!! 
Aquela em que quando se está longe, só de se ouvir o nome, arrepia a pele,  faz-nos suspirar! Faz-nos querer respirar o oxigénio que lá se respira, porque é sempre diferente do oxigeno de qualquer outro sítio, por mais puro que seja! Enche-nos os pulmões, mas também nos enche a alma! Enche-nos o coração! 
Por mais que se reclame, que se desdenhe, que não se saiba onde ir, porque apesar do tanto que se tem, nunca é suficiente, nunca nos agrada, nunca nos satisfaz, "está sempre tudo na mesma, como a lesma", a nossa terra é, e será sempre a nossa terra!
É a nossa casa, o nosso aconchego, o nosso colo!
É o nosso porto de abrigo!
O cais onde por vezes, e quando se está longe, só se queria atracar, nem que fosse por breves instantes... 
É o nosso canto, é a nossa terra!
Cada um terá esse sentimento pela (ou pelas) terra (s) onde nasceu, onde cresceu, onde viveu!

Ambas guardarão as suas histórias... Uma, as de meninice, outra, as de doidice!
No que toca ao lado de cá, dois são os cantinhos especiais: Numa respira-se maresia, na outra aprendeu-se a dizer saudade; numa caminha-se pela água salgada, na outra ouve-se a Cabra e sente-se a frescura do Mondego... 
Cada uma especial à sua maneira, hoje e sempre!


Tavira...
Terra de maresia 
E de magia!
Podemos deixar-te, mas temos-te sempre na mira!
Umas vezes por leviandade,
Outras por vaidade,
Dizemos que és "aborrecida",
Mas a voz sai tremida,
Porque não é de todo verdade!!

Os que te visitam
Apaixonam-se assim que pisam a tua calçada,
A tua areia molhada, 
Que sentem o "teu" sol, 
E ouvem o rouxinol, 
Logo pela alvorada!

Os que nasceram "em ti",
E "em ti" se criaram,
Já muito viajaram e conheceram, 
Mas um dia disseram,
Que a terra que os criou,
Foi a que sempre os amou,
Que sempre os abraçou,
E nunca os rejeitou!

Se lá estão, 
Querem sair,
Porque só estão bem,
Onde não estão...
Mas quando não se está,
Sente-se falta...
Quer-se o sol,
A maresia,
A magia,
E até o rouxinoul!





Coimbra...
Terra dos estudantes,
De amores e tradições!
Cantámos-te canções,
Onde falamos da saudade,
Que sabemos que ficarão para a eternidade!
Desde a serenata ao traçadinho, 
Da bengalada na hora da despedida,
Toda a tua tradição é sentida!
Chegámos a ti miúdos,
E saímos graúdos!
Com histórias para a vida,
Amigos no coração, 
E a saudade que só tu sabes ensinar a sentir!
Trazemos uma mala de recordações,
E o coração a rebentar de emoções!
Quando é chegado o fim,
Sabemos que está na hora de ir,
Mas ao mesmo tempo não queremos partir!
Mas mesmo não querendo, 
É chegada a hora do adeus!
Foste especial no primeiro dia,
Apaixonante nos demais,
E encantadora na despedida!
Seremos para sempre teus,
E tu para sempre nossa!


Mf

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