segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

E a isto eu chamo saudade...

Ouço-te os passos, 
Mas tu não estás...

Sinto-te o olhar e o toque,
Mas tu não estás...

Conheço-te a pele e o cheiro...
Ouço-te,
Mas tu não estás...

Tu não estás 
Nem chegas...

Mesmo que te espere,
Que desespere,
Tu não chegas...

Tu não chegas
Mas sinto-te chegar!
Sinto-o a cada instante
Que chega a parecer incessante,
Que se mistura com a minha vontade,
Que mais não é que uma tremenda ansiedade,
Mas tu não chegas...

Tu não chegas,
Nem estás para chegar...

Tu não estás
Mas não te deixo partir,
Nem sair...

Não te despeço de mim,
Porque não quero viver sem ti!
Não te deixo andar 
Nem vaguear, 
Nem que seja pela mente!

Não te liberto
Porque estás sempre presente,
E isso é algo que se sente!

Estás em cada gesto,
Em cada acto manifesto!
Em cada festejo,
Que não foi mais vivido,
Nem sentido,
Com o mesmo desejo...
Mas não te liberto...
Quero-te por perto!

Estás sempre presente
Porque és como uma semente,
Que veio para ficar e para germinar!
Para ver o sol brilhar!

E na verdade,
Apesar de toda a ansiedade,
A isto...
Eu chamo saudade... ***

Mf

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